Coluninha indiscreta. Por Carlos Pinheiro. Cabelinho, Jairinho e a justicinha brasileira.

Algo de terrivelmente errado ocorre com a justiça brasileira. Voltada, parece, a proteger criminosos, embora legalmente, fere a sensibilidade da sociedade brasileira que se vê refém de criminosos e abandonada à própria tragédia, principalmente, pelo poder legislativo, o responsável, que assiste a tudo como se nada tivesse com a imoralidade carcerária que aflige todos nós. Vamos aos fatos e, depois, aos comentários.
Sujeito conhecido como Cabelinho, que de tão brutal não vale a pena mencionar seu nome de registro, 42 anos, foi solto, após cumprir 30 anos de prisão. Não se espantem, o sujeito cometeu seu primeiro assassinato aos 12 anos, cumpriu pena de ressocialização (qual ressocialização?), foi liberto e cometeu mais outros 23 assassinatos, sendo 13 deles dentro das prisões. (Pensem num presídio seguro). Estão estupefatos? Também ficamos. Como pode a justiça libertar um criminoso desse, mesmo sendo “direito” consentido pelos senhores legisladores, deputados e senadores? Voltemos à fera.


Na prisão, Cabelinho se desentendeu com outro prisioneiro que vinha a ser seu irmão de sangue e, já que estamos falando no macabro, registre-se para repugnância da sociedade que Cabelinho matou o irmão e retirou o coração, espetando-o numa faca e postou foto na internet pra todo mundo vê-lo com o coração próximo à boca, numa alusão que iria comê-lo. Não se sabe se colocou pimenta para melhorar o sabor.

Pois bem. Cabelinho foi solto, após trinta anos de prisão, com o castigo de usar tornozeleira na canela, coisa que logo se desfez, deixou o estado das Alagoas e retornou a Pernambuco, sua terra natal.
A polícia, que o monitorava, localizou seu esconderijo, deu-lhe voz de prisão, mas Cabelinho já estava armado e enfrentou a polícia à bala, sendo ferido e até levado ao hospital, onde veio a falecer para alívio de toda a sociedade brasileira.


A questão não é só a brutalidade de Cabelinho que matou 24 pessoas. A questão é ser legitima sua libertação. A imoralidade mora no legislador.
Vivemos uma saga de muita brutalidade. O Vereador Jairinho matou uma criança de quatro anos a golpes de chutes e murros, enquanto a mãe fingia dormir. O assassino deveria ser empalado em praça pública e alvo de bolas de gudes arremessadas pela população, e a mãe assassina deveria ser amarrada, nua, com braços e pés abertos, banhada em mel e próxima o formigueiro de tanajuras. Mas, não. Devem ser condenados a 30 de cadeia, mas postos em liberdade aos 10 anos de reclusão, como já estão em liberdades a Suzana e os assassinos de Isabela Nardone. Imoral e nojento.
Outro assassino matou duas professoras e três crianças, além de ferir outra. Dizem-no doido, mas não é doido pra rasgar seu dinheiro e comer bosta. Deveria ser dependurado em um poste e alvo de pedradas até a chegada dos urubus. Mas, não. Pegará a pena máxima, mas, com bom advogado e bondoso juiz, será solto em dez anos. Imoral.
“Ainda bem que algumas pessoas não detêm o poder” – afirmou o famoso filosofo sueco dos aveloses, Sir Solrac Oriehnip.


Parabéns à polícia do Rio de Janeiro, que nos livrou de 24 traficantes de drogas. E nosso pesar à família do soldado morto heroicamente em combate.
Será esse o diferente da sociedade após a pandemia?
Vê se pode?!

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